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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Compreender as cidades, pensar a história urbana

A cidade nunca é uma única cidade. Ela contempla múltiplos espaços, apropriados de formas diferentes pelas pessoas. Essa apropriação passa pela compreensão e entendimento do lugar que cada um ocupa dentro da cidade. Assim, a cidade é sentida de diversas formas e as experiências individuais ou coletivas não são as mesmas, pois congregam as interações entre sujeitos, as vivências, as percepções. Debater esses sentidos e percepções tem sido o desafio que eu e a professora Viviane Ceballos (UFCG) temos nos proposto nos encontros da Associação Nacional de História, desde 2017, por meio do Simpósio Temático Cidades em disputa: histórias, memórias, práticas do/no espaço. Entendemos que as cidades são espaços privilegiados para pesquisadores de várias áreas se encontrarem e comporem um grande mosaico que busca compreender as disputas presentes no espaço urbano, disputas que envolvem apagamento de memórias, predominância de narrativas, valorização e especulação imobiliária, a atuação do poder público - quer como mediador entre interesses conflitantes, quer como indutor de processos de expulsão da população mais vulnerável. Por tudo isso, é que insistimos em debater e visibilizar as diversas pesquisas que tem o urbano e a cidade como seu principal interesse, numa perspectiva interdisciplinar, pois como em um mosaico, as diversas abordagens permitem vislumbrar as múltiplas cidades existentes na cidade. 

Você pode acompanhar o conjunto dos trabalhos apresentados na página da Anpuh e na página do próprio ST: https://www.snh2019.anpuh.org/simposio/view?ID_SIMPOSIO=248



sábado, 11 de agosto de 2018

Compartilhando experiências

Estive no final de Julho no XIV Congresso da Associação de Estudos Brasileiros ocorrida no Rio de Janeiro. Congressos e Seminários são sempre espaços interessantes tanto para troca de experiências com outros pesquisadores, como para nos inteirarmos sobre o que anda acontecendo no mundo da pesquisa. Nesse caso, no campo das Humanidades.


Meu interesse por estudos urbanos e sobre a cidade tem me proporcionado trocas com diversos colegas tanto na UFSB, como fora dela. Dessa vez, compus mesa com a Profa. Verônica Sales Pereira (UNESP/SP), a Profa. Viviane Gomes de Cebalos (UFCG) e o Prof. Álamo Pimentel (UFSB/CSC). Nosso tema de interesse: cidades e a parceria só foi se estreitando: são bibliografias, são conversas, são novas configurações. Meu tema "Entre o passado e o futuro: renovação urbana, turismo e memória no sul da Bahia", particularmente tem proximidades com o tema do meu colega de instituição, Prof. Álamo, que por sua vez, apresentou "Marcas do colonialismo interno na Costa do Descobrimento".
Tem sido um desafio aos poucos deixar o estudo sobre a cidade de São Paulo, sobre a qual tenho tanto ainda para refletir, mas da qual já estou longe há quatro anos - embora sejam 12 anos de pesquisa intensa - e ir descobrindo novas frentes. Nessa perspectiva a cidade de Ilhéus tem se mostrado um desafio novo e prazeroso. 
Fruto dessa inquietação, acabo sendo levada a prestar atenção nos fluxos, nos movimentos que ocorrem na cidade, nos apagamentos da memória, na construção de uma imagem de cidade. Em Ilhéus: patrimônio, memória, turismo, conflitos também se apresentam e diante disto, elementos postos nas pesquisas sobre São Paulo, retornam, ressignificados, me apresentando possibilidades de aprofundamentos no estudo da temática.
Não consigo desconectar minhas aulas, dos meus temas de interesse. Um alimenta o outro e, nessa toada, vamos caminhando, nos inquietando, estudando, pesquisando, questionando, avançando...