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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Por que o erro tem que ser um problema?

Ser professora me possibilita um lugar privilegiado como observadora. Dito isso, um hábito que adquiri e incorporei na minha prática docente é, após cada aula, fazer uma avaliação do vivenciado: da aula, de mim, dos estudantes, do processo.
O que venho percebendo, reiteradamente, na minha caminhada docente, incluindo a atuação na Educação Básica, é como temos uma enorme dificuldade em trabalhar e lidar com o erro no processo formativo, é quase como se errar fosse proibido. 
Me parece que algumas hipóteses podem servir para essa reflexão: primeiro o erro é visto como um fracasso, aliás acho que até mais: errar virou um delito, é como se quem errasse se tornasse uma espécie de criminoso. Por que as sociedades lidam tão mal com o erro? Por que será que na Educação, espaço formativo por excelência, o erro se torna tão impactante? 
Tendo a pensar que ninguém admite a possibilidade de errar, se o fazem não pode ser publicamente, ou seja, que o erro fique só para mim, só eu possa saber de sua existência.
O erro não deveria ser encarado dessa forma, ele não pode ser sempre visto como punitivo ou passível de punição no processo de aprendizagem. O erro faz parte desse processo e, se desconsiderarmos isso, estamos, de certa forma, matando o processo de formação. Se eu o passar a vê-lo como ponte para novos caminhos, admitindo a possibilidade de sua existência, ele se tornará menos traumático e até mesmo libertador. Quem nunca se bloqueou diante de uma prova ou atividade? Já parou para pensar por qual motivo?
Talvez o que falte nos cursos de formação, seja ele qual for, é poder discutir o erro e seu papel, sem medos, sem neuras, sem poréns. Quem sabe assim, se torne mais fácil lidar com a possibilidade de errar e o erro deixe de ser tabu e sim parte do processo, o que certamente será muito útil em nossa caminhada....

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Quem disse que estranhos não podem se aproximar...

Vez ou outra faço algumas experiências em sala de aula. Uma delas deu-se a partir da observação sobre o grupo com o qual estou trabalhando no componente. A maior parte dos/as estudantes já se conhecem e existem grupos mais ou menos próximos. Assim, o desafio seria fazê-los trabalhar juntos, porém quebrando a resistência dos mesmos em trabalhar em grupos que não são os seus habituais. Fiquei pensando em como dar conta desse trabalho e o desafio seria fazê-los trabalhar com pessoas com as quais tem pouco ou nenhum contato. 
Engraçado que no ensino superior, vemos o mesmo tipo de postura que os estudantes da Educação Básica adotam e nem sempre nos damos conta. Sempre tem o estudante do fundo da sala, aquele que sempre senta do lado direito e, por sua vez, aquele da esquerda e mesmo, não intencionalmente, aqueles que estão um pouco à parte dos grupos existentes.
Interessante observar que após a divisão "imposta pela professora", embora com alguma resistência e reclamação, aos poucos o trabalho fluiu: os/as estudantes em seus novos grupos de trabalho, começaram a debater o texto, suas ideias principais, fazerem correlação com seus cotidianos, trocaram experiências e impressões, foram se soltando. Quando esse momento terminou, nem sempre voltaram para aqueles seus lugares iniciais, acabaram em um novo grupo. Fiquei com a impressão que a resistências dos estudantes se deu por algo que Bauman (2010), no texto trabalhado na aula "Observação e sustentação de nossas vidas", chamou a atenção: aqueles estudantes, ali também se viam como estranhos, mas quem disse que estranhos não podem se aproximar?


sexta-feira, 15 de junho de 2018

São muitos os perigos que nos levam às histórias únicas...

Cada vez que assisto a palestra da Chimamanda Adichie (Os perigos de uma história única), me surpreendo pensando em quantas vezes julgamos os outros, em como repetimos hábitos e costumes, sem, ao menos, questionarmos os motivos dessas escolhas. Por que será que é tão fácil vermos sob a égide da história única?
O debate dessa aula foi bem interessante. É fascinante ver as conexões que os estudantes fazem, suas colocações, seus questionamentos, como trazem exemplos de seus cotidianos, de suas próprias histórias.
Creio que esse é o grande "barato" do processo de aprendizagem, se permitir ter novos olhares para velhas questões ou novos olhares para questões que não sabíamos que existiam. Que venham mais descobertas, a caminhada está só começando....


quinta-feira, 7 de junho de 2018

E começou um novo quadrimestre!!!!

A partir de 07/06/18 estamos iniciando as atividades do componente curricular Campo das Humanidades: saberes e práticas na UFSB. Esperamos que as aulas sejam um espaço de troca de experiências e aprendizados sobre a área de Humanidades, de forma geral, e de pesquisa sobre a região Sul da Bahia.
Para começar essa caminhada, iremos refletir/debater a partir de uma palestra de Chimamanda Adichie no TED: O perigo de uma história única